terça-feira, 7 de junho de 2011

Improviso para lembrar Sevilha...

Sim
estou sempre do outro lado da janela
quando me espreitas
disponível nas palavras
e nos olhos que te vêem
só te posso reservar uma vida
ou o que sobra dela
duas mãos apenas
e um coração que ainda treme
não sei se voltaremos a dançar o flamenco
a mais de quarenta graus à sombra
ou se terei mesmo de morrer
numa quase indiferença de braços
leio uma espécie de sina
nas crostas do silêncio
e tudo me parece ainda luminoso
como castanholas.

Ademar
08.02.2008


Improvisación para recordar Sevilla...


estoy siempre del otro lado de la ventana
cuando me espías
disponible en las palabras
y en los ojos que te ven
sólo te puedo reservar una vida
o lo que resta de ella
dos manos nada más
y un corazón que todavía tiembla
no sé si volveremos a bailar flamenco
a más de cuarenta grados a la sombra
o si tendré al final que morirme
en una casi indiferencia de brazos
leo una especie de destino
en las costras del silencio
y todo me parece aún luminoso
como castañuelas.

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