Improviso para simular um sonho...
Desci do cabelo e eras tu
tão a preto e branco como noutras telas
e distante
quase cadáver quase boneca
os lábios entreabertos
as órbitas vazias
e o corpo perfeito
inanimadamente perfeito
abre agora um pouco mais as pernas
deixa-me espreitar para além de ti.
Ademar
21.11.2006
Improvisación para simular un sueño...
Bajé del pelo y eras tú
tan en blanco y negro como en otros lienzos
y distante
casi cadáver casi muñeca
los labios entreabiertos
las órbitas vacías
y el cuerpo perfecto
inanimadamente perfecto
abre ahora un poco más las piernas
déjame mirar más allá de ti.
Memoria
Há 10 anos
2 comentários:
Lembro-me perfeitamente deste poema do Ademar. Já não sei se o comentei, pois considerei-o belíssimo.
O Alexandre tem uma memória extraordinária... não sei é se só para a beleza (e como era bom que assim fosse!).
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